As palavras

São como um cristal,
as palavras.
Algumas, um punhal,
um incêndio.
Outras,
orvalho apenas.

Secretas vêm, cheias de memória.
Inseguras navegam:
barcos ou beijos,
as águas estremecem.

Desamparadas, inocentes,
leves.
Tecidas são de luz
e são a noite.
E mesmo pálidas
verdes paraísos lembram ainda.

Quem as escuta? Quem
as recolhe, assim,
cruéis, desfeitas,
nas suas conchas puras?

Eugenio de Andrade

2 Comentários:

Daniel Moraes disse...

As palavras constroem e destroem, já bem diz o velho deitado Chinês. Bjus.

http://submundosemmim.blogspot.com

Karla Gisele disse...

Adorei esse texto!
Acontecimentos recentes, me fizeram refletir sobre essa questão: palavras!
quam sabe ue não faça um post tbamei.
Bjusss.
Lú, vc conhece meu outro blog?
www.universoparticular.net
Visite quando puder e me diga o que achou ;)
bjusssssssssss
Te doluuuuuuuuuuuu

 


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